Hoje escrevo porque me apetece gritar... porque acumulo sem parar o que me entope e quero falar...
Porque faz parte da forma como sinto as coisas, vivo e elouqueço saudavelmente...
quinta-feira, 23 de março de 2006
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
Ausências

Às vezes e não poucas, somos obrigados a deixar umas coisas para podermos fazer outras. É o trabalho que acumula e nos prende às leituras, aos escritos técnicos; é o tempo que não para e que com ele trás os prazos, as datas que se têm de comprir...
Às vezes e não poucas, somos sugados pela vida, temos de lhe dar alento, corremos, sorrimos, rimos, gargalhamos, beijamos, tocamos, cheiramos, sentimos...
Às vezes e não poucos, deixamos o nosso cantinho e abrimos a janela do mundo lá fora...
domingo, 15 de janeiro de 2006
Ouvi na rádio
Estava frio e ameaçava chover nos instantes seguintes.
Eu estava numa das interminaveis filas de fim de dia e acabara de iniciar-se as noticias radiofónicas de umas das estações que habitualmente oiço na ausência de um cd.
Na rádio, dizia-se que nos ultimos anos os cientistas descobriram mais de 160 planetas fora do nosso sistemas solar, mas que nenhum deles se assemelha à nossa (será?) Terra. Neste preciso momento, enquanto a rádio através do seu locotor dizia tamanho número fixo o olhar no que me rodeava, nos carros, nas luzes, nas estradas, nas pessoas... e pensei: que particularidade teremos nós para em mais nenhum lugar se ter desenvolvido tão complexa rede de ligações sociais, tão forte ligação com aquilo a que convencionámos chamar história, a hiatória que diariamente escrevemos, feita de guerras, de fome e de fartura, de extrema riqueza ou do outro lado extrema de pobreza.
Num daqueles momentos em que nos sentimos verdadeiramente a duvidar.
Começou a chover...
Foi bom...
Eu estava numa das interminaveis filas de fim de dia e acabara de iniciar-se as noticias radiofónicas de umas das estações que habitualmente oiço na ausência de um cd.
Na rádio, dizia-se que nos ultimos anos os cientistas descobriram mais de 160 planetas fora do nosso sistemas solar, mas que nenhum deles se assemelha à nossa (será?) Terra. Neste preciso momento, enquanto a rádio através do seu locotor dizia tamanho número fixo o olhar no que me rodeava, nos carros, nas luzes, nas estradas, nas pessoas... e pensei: que particularidade teremos nós para em mais nenhum lugar se ter desenvolvido tão complexa rede de ligações sociais, tão forte ligação com aquilo a que convencionámos chamar história, a hiatória que diariamente escrevemos, feita de guerras, de fome e de fartura, de extrema riqueza ou do outro lado extrema de pobreza.
Num daqueles momentos em que nos sentimos verdadeiramente a duvidar.
Começou a chover...
Foi bom...
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
domingo, 25 de dezembro de 2005
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Frases soltas II...
"Quando tudo depende do aspecto exterior, perdemo-nos no reflexo dos espelhos que comtemplamos e jamais nos encontramos dentro de nós."
Richard Bach
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Insónias...
Os dias são longos, porque se perpetuam pela noite dentro...
As manhãs começam cedo...
O corpo não se recente, apenas reclama que devia estar onde os sonhos ganham forma...
Eu escrevo, leio, estudo a ciência que me orienta, à espera que os olhos se fechem e dêem lugar ao que há-de vir...
As manhãs começam cedo...
O corpo não se recente, apenas reclama que devia estar onde os sonhos ganham forma...
Eu escrevo, leio, estudo a ciência que me orienta, à espera que os olhos se fechem e dêem lugar ao que há-de vir...
domingo, 18 de dezembro de 2005
Partilha...
Para todos os que choram, os que exclamam, os que questionam, os que suspiram, os que sentem frio... para todos os que desacreditam...
Para todos os que sorriem, os que proclamam, os que afirmam, os que igualmente suspiram, os que sentem calor... para todos os que não duvidam...
No espaço entre dois momentos, existe dia, noite, tarde, calor, frio, vento, chuva... existe espaço para tudo mudar, para tudo se reinventar...
Oiçam, ela fala verdade...
Para todos os que sorriem, os que proclamam, os que afirmam, os que igualmente suspiram, os que sentem calor... para todos os que não duvidam...
No espaço entre dois momentos, existe dia, noite, tarde, calor, frio, vento, chuva... existe espaço para tudo mudar, para tudo se reinventar...
Oiçam, ela fala verdade...
sábado, 17 de dezembro de 2005
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
Como prometido
Falando de musica... Aqui deixo Rachmaninov... Concerto n.º 3, 1.º Andamento!
Alguns conhecem de um celebre filme, outros porque é de longe das mais dificeis e espantosas obras de piano compostas...
Para ouvir até ao fim...
Alguns conhecem de um celebre filme, outros porque é de longe das mais dificeis e espantosas obras de piano compostas...
Para ouvir até ao fim...
Conversas de bar...
Hoje foi um dia preenchido como todos, raio de correria...
Mas tive tempo para ir a um bar simpático com um amigo que já não via desde o Verão e passou-se uma noite simpática... Soube bem!
Depois de beber uma Amendoa Amarga, saborosa... conversa aqui, conversa ali, dizem-me:
"São nos momentos das grandes catastrofes (leia-se a morte de uma filha) que perspectivamos a vida de um prismas totalmente diferente... o duplex que queriamos ter, o carro que queriamos comprar, as filas de transito, os problemas de trabalho... deixam de ser... deixas de querer... deixam de importar... porque tudo o que queres é ter a TUA filha de novo a teu lado..."
Mais não se disse... e eu fiquei a pensar!
Mas tive tempo para ir a um bar simpático com um amigo que já não via desde o Verão e passou-se uma noite simpática... Soube bem!
Depois de beber uma Amendoa Amarga, saborosa... conversa aqui, conversa ali, dizem-me:
"São nos momentos das grandes catastrofes (leia-se a morte de uma filha) que perspectivamos a vida de um prismas totalmente diferente... o duplex que queriamos ter, o carro que queriamos comprar, as filas de transito, os problemas de trabalho... deixam de ser... deixas de querer... deixam de importar... porque tudo o que queres é ter a TUA filha de novo a teu lado..."
Mais não se disse... e eu fiquei a pensar!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Uma questão de disciplina!
E quando temos de trabalhar e tudo o que nos apetece é arranjar razões para o não fazer?
Abrimos o jornal, folheamos páginas sem ler e sem que o conteudo nos interesse por ai além...
Colocamos um Cd para relaxar ou embalar o trabalho, mas nada...
Ligamos a Tv e fazemos um zapping desesperado à procura de alguma coisa... nada!
Pegamos no livro e tudo o que nos apetece é não ler!
Deambulamos pela a casa à espera de um milagre. Do milagre nada e o trabalho por fazer...
Pegamos no telemovel, ligamos, falamos, desligamos e... nada!
Até a página do computador não deixa de ficar em branco...
Abrimos o jornal, folheamos páginas sem ler e sem que o conteudo nos interesse por ai além...
Colocamos um Cd para relaxar ou embalar o trabalho, mas nada...
Ligamos a Tv e fazemos um zapping desesperado à procura de alguma coisa... nada!
Pegamos no livro e tudo o que nos apetece é não ler!
Deambulamos pela a casa à espera de um milagre. Do milagre nada e o trabalho por fazer...
Pegamos no telemovel, ligamos, falamos, desligamos e... nada!
Até a página do computador não deixa de ficar em branco...
terça-feira, 13 de dezembro de 2005
Vamos a exame?
Nas deambulações que faço pelo jornal, lá vou encontrando matéria sobre o que escrever... No Publico de sábado li dois artigos que explicitamente falam contra a medida do Ministério da Educação em acabar com os exames nacionais de Português no 12º Ano. Aliás o Ministério decidiu reduzir drasticamente o número de exames nacionais!
Os artigos de João Cândido da Silva e de Aldina Silveira Lobo, são contra a redução do número dos mesmos.
Também a Fenprof veio a terreno dizer que a medida do Ministério não é a melhor...
Confesso que a reacção em torno desta decisão causou-me de algum modo surpresa, porque de facto os exames são actualmente uma forma de segregar milhares de estudantes.
Mais do que isso, o que me custou mais ler, foi a utilização do argumento que tal medida iria diminuir a exigência para com os alunos!
Eu pergunto: Será a existência de exames Nacionais que nos deve orientar para uma educação de exigência e excelência dos nossos alunos, ou ela deve ser acima de tudo uma bandeira do nosso ensino independentemente da forma como se mede?
Nos referidos artigos vai-se mesmo mais longe afirmando que com esta medida o Ministério não estará a cuidar devidamente do Português e como tal o número de iletrados e de jovens a falar e escrever mal no nosso país vai aumentar.
Parece-me a mim que se parte desde logo de uma perspectiva desajustada. Os exames estão longe de ser o motivo pelo qual devemos ser exigentes, os exames são uma tentativa fracassada de uniformizar processos e em limite facilitar a tarefa dos professores que se podem encostar sistematicamente sobre as bandeiras: "tenho um programa a cumprir" ou "tenho de preparar os alunos para exame".
No fundo o que acontecia é que os professores eram orientados para prepararem os seus alunos para uma prova que traduz o sucesso ou insucesso dos memos. Agora estão orientados para coisa nenhuma. Será que é isso que os assusta?
Com esta medida é necessário esperar para perceber quais as implicações e o que pretende a Sra. Ministra com tamanha revolução. Parece-me a mim que o caminho é este, mas ainda é necessário que se criem programas curriculares adequados a cada contexto, que os alunos com menos meios possam de alguma forma planear o seu percurso e com isso partir em igualdade de circunstâncias com os alunos a quem não falta nada...
A existência de uma espécie de Portfolio, onde o aluno apresenta as disciplinas que escolheu para o seu currículo em função de eventuais estudos ou curso técnicos que queira seguir.
Talvez a selecção nas Universidade e Institutos tivesse que ser mais caso a caso... São caminhos!
Medidas assim, ajustariam a resposta às necessidades do nosso país, impedindo que os jovens chegassem ao secundário com a convicção que estudar é difícil demais. TEMOS DE SABER ENVOLVER OS NOSSOS ALUNOS NA CONSTRUÇÃO DAS SUAS OPÇÕES!
Naturalmente que assim, os professores teriam um trabalho muito mais exigente e teriam de ser eles próprios a fazer os seus currículos, ai os manuais já não seriam suficientes (Se calhar é isso que temem...).
Os alunos são o motivo pelo qual existe escola, se não trabalharmos para melhorar as suas condições, eles vão continuar a deixar de ir.
A decisão de reduzir os exames não me parece desajustada, mas falta agora o resto, trabalhar no sentido de igualar as oportunidade para todos... os exames não trouxeram nunca uniformização, só mesmo naquilo que medem, porque quem mediam sempre estiveram distantes nas realidades e nas vontades...
A exigência no ensino não deve ser consequência de um produto que pretende medir o que os alunos decoraram para aquela dia em especial, mas sim de uma cultura de raiz que pretende produzir profissionais competente e capazes nas mais diversas áreas do saber/fazer!
Para reflexão:
Será que o fim dos exames nacionais no 12º Ano é assim tão má ideia?
Quais as consequências positivas e negativas que esta medida nos pode trazer?
Sendo necessário um critério de selecção de alunos, que critério sugerir?
Deveriam as Universidades/Institutos/Escolas Técnicas ser responsáveis pela selecção dos alunos, ponderando os diversos factores incluído o currículo do candidato?
Será que são os exames o que nos deve guiar para uma politica de exigência no ensino
Os artigos de João Cândido da Silva e de Aldina Silveira Lobo, são contra a redução do número dos mesmos.
Também a Fenprof veio a terreno dizer que a medida do Ministério não é a melhor...
Confesso que a reacção em torno desta decisão causou-me de algum modo surpresa, porque de facto os exames são actualmente uma forma de segregar milhares de estudantes.
Mais do que isso, o que me custou mais ler, foi a utilização do argumento que tal medida iria diminuir a exigência para com os alunos!
Eu pergunto: Será a existência de exames Nacionais que nos deve orientar para uma educação de exigência e excelência dos nossos alunos, ou ela deve ser acima de tudo uma bandeira do nosso ensino independentemente da forma como se mede?
Nos referidos artigos vai-se mesmo mais longe afirmando que com esta medida o Ministério não estará a cuidar devidamente do Português e como tal o número de iletrados e de jovens a falar e escrever mal no nosso país vai aumentar.
Parece-me a mim que se parte desde logo de uma perspectiva desajustada. Os exames estão longe de ser o motivo pelo qual devemos ser exigentes, os exames são uma tentativa fracassada de uniformizar processos e em limite facilitar a tarefa dos professores que se podem encostar sistematicamente sobre as bandeiras: "tenho um programa a cumprir" ou "tenho de preparar os alunos para exame".
No fundo o que acontecia é que os professores eram orientados para prepararem os seus alunos para uma prova que traduz o sucesso ou insucesso dos memos. Agora estão orientados para coisa nenhuma. Será que é isso que os assusta?
Com esta medida é necessário esperar para perceber quais as implicações e o que pretende a Sra. Ministra com tamanha revolução. Parece-me a mim que o caminho é este, mas ainda é necessário que se criem programas curriculares adequados a cada contexto, que os alunos com menos meios possam de alguma forma planear o seu percurso e com isso partir em igualdade de circunstâncias com os alunos a quem não falta nada...
A existência de uma espécie de Portfolio, onde o aluno apresenta as disciplinas que escolheu para o seu currículo em função de eventuais estudos ou curso técnicos que queira seguir.
Talvez a selecção nas Universidade e Institutos tivesse que ser mais caso a caso... São caminhos!
Medidas assim, ajustariam a resposta às necessidades do nosso país, impedindo que os jovens chegassem ao secundário com a convicção que estudar é difícil demais. TEMOS DE SABER ENVOLVER OS NOSSOS ALUNOS NA CONSTRUÇÃO DAS SUAS OPÇÕES!
Naturalmente que assim, os professores teriam um trabalho muito mais exigente e teriam de ser eles próprios a fazer os seus currículos, ai os manuais já não seriam suficientes (Se calhar é isso que temem...).
Os alunos são o motivo pelo qual existe escola, se não trabalharmos para melhorar as suas condições, eles vão continuar a deixar de ir.
A decisão de reduzir os exames não me parece desajustada, mas falta agora o resto, trabalhar no sentido de igualar as oportunidade para todos... os exames não trouxeram nunca uniformização, só mesmo naquilo que medem, porque quem mediam sempre estiveram distantes nas realidades e nas vontades...
A exigência no ensino não deve ser consequência de um produto que pretende medir o que os alunos decoraram para aquela dia em especial, mas sim de uma cultura de raiz que pretende produzir profissionais competente e capazes nas mais diversas áreas do saber/fazer!
Para reflexão:
Será que o fim dos exames nacionais no 12º Ano é assim tão má ideia?
Quais as consequências positivas e negativas que esta medida nos pode trazer?
Sendo necessário um critério de selecção de alunos, que critério sugerir?
Deveriam as Universidades/Institutos/Escolas Técnicas ser responsáveis pela selecção dos alunos, ponderando os diversos factores incluído o currículo do candidato?
Será que são os exames o que nos deve guiar para uma politica de exigência no ensino
Li...
Talvez seja do tempo, talvez seja da crise geral, mas as manifestações que de alguma forma referem saudade daquele colo, ou daquele abraço, ou daquele beijo, ou daquela compreensão lêem-se como fruta da época...
Conversei...
Alguém: estava agora a pensar, é estranho termos estado na mesma turma tantos anos e conhecermo-nos tão mal...
t.: nunca fomos do mesmo mundo...
Alguém: pois não
t.: mas o tempo ajuda a diminuir distâncias e a reaproximar pessoas que à partida nada tinham em comum... faz parte!!!
Será que faz?
t.: nunca fomos do mesmo mundo...
Alguém: pois não
t.: mas o tempo ajuda a diminuir distâncias e a reaproximar pessoas que à partida nada tinham em comum... faz parte!!!
Será que faz?
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
O grito do Ipiranga
A maioria da nação anda preocupada com as eleições, com o que os candidatos dizem e acima de tudo com as falhas que cometem para que se possa falar delas e assim fazer politiquices...Candidatos à parte quem acaba por pagar a factura de se falar em trivialidade e não de politica, de se passar ao lado de proposta concretas e de sermos tão condescendentes na exigência e seriedade que solicitamos aos nossos politicos que nos mentem porque nós não sabemos nada e eles tudo sabem...
Mais uma vez e sempre vai passar-se ao lado do que realmente importa...
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